quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Baixaria na Televisão

Sou contra qualquer tipo de censura arbitrária à imprensa mas também não sou favorável a fazermos vista grossa a exploração sem limites da miséria humana que tem sido feita por alguns programas televisivos com a fachada de ajudar as pessoas a resolverem seus dramas pessoais. O pior é saber que a maioria desses casos apresentados são armação das “produções” destes programas. Do babaca do João Kleber e a baranga da Márcia Goldschmidh estamos livres pelo menos por enquanto. Faltam o Ratinho, o Gugu Liberato, o Gilberto Barros e outras escórias. Acho que o caminho é sensibilizar os anunciantes como naquela campanha, quem financia a baixaria é contra a cidadania.

Que você acha que devemos fazer?

12 Comments:

Blogger Meu Neguinho said...

Boicote aos programas parece uma boa, mas se bom gosto contasse, a banda calipso não existia. Infelizmente, eu acho que deve haver uma regulamentação para esta área.

23 fevereiro, 2006  
Blogger Marco Aurélio said...

Como seria essa regulamentação?

23 fevereiro, 2006  
Anonymous Anônimo said...

O certo seria mostrar ao povo como o mundo eh cruel diante de tais pessoas.O que eles fazem eh proporsionar ao telespectador a diversao como o Gilberto Barros e a baxaria e falta de respeito podemos deixa com o Joao Kleber e claro.Fora as invençoes feitas para a partir dai tirar seus almejados pontos de ibope...QUEREM TIRAR A ATENÇAO DO POVO que diante de tais programas repuguinantes nao se ocupam mais nem em ver o "Jornal Nacional".Isso e que eu chamo de distracao.Sera que esse e o correto a se fazer?!!??
LOREDANA

23 fevereiro, 2006  
Blogger Carmen said...

Eu também não sei como seria essa regulamentação. Mas deveria começar por proibir os psicólogos de irem dar palpite na vida das pessoas durante esses programas, sob pena de cancelamento do CRP (o registro da profissão).

Existem pseudopsicólogos que vão a um programa desse tipo (um apresentado por uma Branca de Neve entojadíssima) e ficam lá dando conselhos para as pessoas e sujando o bom nome da profissão. Porque psicólogo não dá conselho. Ser psicólogo é outra coisa.

Esse tipo de atuação só faz reforçar essa idéia entre a população (de que psicólogo é conselheiro), além de corroborar com a degradação humana que esses lixos mostram. Nessas horas morro de vergonha da minha classe profissional.

23 fevereiro, 2006  
Anonymous Caio Zimba said...

Poce parecer estranho, mas sou um otimista. Estou quase certo que estes programas estão condenados ao absoluto esquecimento a longo prazo (talvez nem tão longo). Na minha opinião a civilização evolui a partir de um processo lento, continuo e exaustivo de repetições obcessivas dos erros mais óbvios. A atenção maciça, que é investida nesses programas de conteúdos degradantes, tende a se cansar e as pessoas de certa forma começam a se entristecer, tanto com a agressão pessoal contínua sofrida pela exposição da profunda pobreza de espírito desses programas, quanto pelo vazio, percebido quando se conclui que essas coisas nunca irão acrescentar nada a ninguém.
Por menor que seja o volume de informações e conhecimentos reunidos ao longo da vida de uma pessoa qualquer, todos buscam de alguma forma alguns acréscimos construtivos pessoais, em determinados momentos. E é nesses momentos, por mais raras que sejam suas ocorrências, que as pessoas teêm anguns preciosos insigts, que as conduzem a perceberem que certas coisa, por algum motivo as estão prejudicando.
Não creio que tenhamos o privilégio de presenciar a extinção completa da divulgação de todos os matizes da bestialidade na mídia, entretanto acredito que os seres humanos caminham a curtíssimos passos em direção a uma lenta e penosa evolução.

23 fevereiro, 2006  
Anonymous Caio Zimba said...

Comentei, comentei, mas não respondi a pergunta! Tô parecendo o Brizola pôh!(que Deus o tenha).
Na verdade a melhor solução e talvez a mais precária seja o esclarecimento boca a boca e/ou mídia a mídia, feito de uma certa maneira que possa gerar severos questionamentos. Essa maneira de gerá-los fica a critério da capacidade criativa de ter idéias brilhantes, de que cada um de nós está potencialmente munido. Corélio, você por exemplo já está contribuindo com sua fração pessoal para a gradual solução desse problema. Obrigado!

23 fevereiro, 2006  
Anonymous Anônimo said...

auahuah Marco Aurelio .. Gostei dessa :

"Do babaca do João Kleber e a baranga da Márcia Goldschmidh"

Flw...

Giordano Bruno

23 fevereiro, 2006  
Blogger Meu Neguinho said...

A tal regulamentação seria um órgão de fiscalização mesmo. Banir programas que apresentam farças como verdades, que incitam o ódio racial e social. Tá qualquer um pode entrar na justiça e obter isto, como o ministério público o fez co J.Kléber e cia. Mas para quê tanta burocracia? E Por que só agir depois que a merda foi feita? Pode chamar de censura se quiser, mas não creio que estamos prontos para tão grande liberdades, principalmente liberdades na mão de gente sem escrúpulo.

24 fevereiro, 2006  
Anonymous Anônimo said...

Bom Marco Aurèlio,eu comcordo plenamente com vc acho que nao tem nada haver o que passa nesses programas,principalmente os programas do silvo santos eu acho patetico o prgrama dele.Na minha opinião a teleisão serviria para programas com lições de vida tipo,filmes,diversões,ãte mesmo uma distração...mariana

28 fevereiro, 2006  
Anonymous Anônimo said...

mas me fala o pq q esse progamas tem a audiencia vamos falar na media ... ?? quem num gosta duma baixaria .. todos sao pocos q num gosta .. porisso q esse progamas sao tao assitidos pelo povo !! mas pra mim q gosta desse tipo q num tem nada pra fazer (bigbhother) q bobajaida.. cada com seu qual!!!!!

02 março, 2006  
Blogger Erlon said...

E viva a democracia. Acho o seguinte: o programa é ruim? Não assista! Tem quem gosta? Paciência. Agora vou querer que todo mundo goste do que eu gosto? Deus e o Diabo que me livrem!
Sou contrário a todo e qualquer tipo de intervenção do Estado. A intervenção deve vir do público, e aos poucos vem. Basta ver que esses programas tiveram seu auge há uma década, e estão em franco declínio.

Quanto ao Calypso... Ivan, sejamos mais tolerantes com os nossos amigos do norte... Se você gosta de samba que veio da África, por que não pode aceitar que gostem de Calypso, que veio da América Central? É uma forma de expressão tão boa quanto jazz ou sertanejo. Embora eu não goste do segundo e adoro o primeiro, creio que cada um cumpre seu papel. Você já se imaginou numa cavalgada ouvindo Nina Simone? Todos pregam tolerância racial, tolerância religiosa etc. Porque não a tolerância artística?

Por isso eu digo: Chega pra cá, meu bem, que eu vou te ensinar a nossa dança do estado do Pará.
É o Calypso que chegou para ficar. Nesse suingue você também vai entrar.

02 março, 2006  
Blogger Marco Aurélio said...

E viva a democracia, mas expor as pessoas simples que estão desesperadas a humilhações para conseguir uns trocados é demais.Não quero unificar gostos e sim melhorar o nível de consideração para com o ser humano.

03 março, 2006  

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