quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Cony X Corélio

Em uma de suas crônicas diárias na folha de São Paulo(26/01/2006) Carlos Heitor Cony se referiu a atividades campestres e usou o termo pastoral. Enviei o E-Mail abaixo para o erramos

Original Message -----
From: Folha Online
To: erramos.online@folha.com.br
Sent: Thursday, January 26, 2006 5:31 PM
Subject: [online] Comunicar erros: Marco Aurélio Amarante Ribeiro
Leitor: Marco Aurélio Amarante RibeiroE-mail: leloamarante@ig.com.brURL: http://www1.folha.uol.com.br/folha/erramos/Comentários:

O Carlos Heitor Cony errou em 26/01/2006 ao dizer “...nunca tive atividades pastorais...” . Como foi então coroinha ? Ele quis dizer Pastoris.O assunto era sobre o campo e não de fundo religioso.

O próprio cronista me respondeu

Há um clássico na literatura inglesa cujo título é "Torpor pastoral" e não se refere à ação dita pastoral dos padres e bispos.Há também uma sinfonia de Beethoven,a Sexta, cujo título é "Pastoral", que inspirou um romance a André Gide (Nobel de literatura) intitulado "A sinfonia pastoral". Nos dois casos, o pastoral nada tem a ver com as funnções ditas pastorais dos padres e bispos, e sim ao campo como um todo.

Não satisfeito fui ao moderno Dicionário da Língua Portuguesa(Michaelis) e ná pagina 1566 confirmei a minha suspeita. Ambos os termos, pastoral e pastoril são relativos a pastores, se diferenciam no entanto na precisão do significado que se quer dar, um religioso e o outro campestre respectivamente. O que voces acham? Vamos perguntar para o Pasqulale?

Marco Aurélio

5 Comments:

Blogger Carmen said...

Gostei mesmo foi da sua coragem de questionar o Cony. Afinal de contas, o homem é um ESPETÁCULO, mas não é Deus! Pena que ele não tenha demonstrado muita humildade...

15 fevereiro, 2006  
Blogger Carmen said...

Bem, no Aurélio um é sinônimo do outro. Mas "pastoral" tem um significado adicional que é religioso. Eu voto em perguntarmos ao Pasquale... :D

16 fevereiro, 2006  
Blogger Almir Amarante said...

Não tive a oportunidade de acompanhar a peleja Coreio VERSUS
Cony,mas tenho algumas considerações sobre o caso:
Creio que não deveríamos apelar ao prof. Pasquale Cipro Neto,já que este difícilmente se indisporia com o famoso escritor Carlos Heitor Cony,a favor de um "tal" Prof. Coreio, desprovido de um "traseiro imortal".
A meu ver, foi insatisfatória a resposta do Sr. Cony, que invocou uma obra literária escrita na língua inglêsa e outra na linguagem universal da música para não dar seu braço "imortal" a torcer. . Seria xenofobia de minha parte ou implicância de um irmão mais novo que defende o mais velho em quaisquer circunstâncias? Enganou-se o que optou pela primeira opção, pois julgo que há uma diferença entre Pastoril e Pastoral na língua portuguêsa assim como nossa lingua é mais rica que em outras em relação a advérbios de lugar. Basta traduzirmos a frase em inglês "I will be there". Se não analizarmos o contexto em que se quer dizer que "estarei lá, alí ou mesmo aí".
Não tenho nada contra a lingua inglêsa, tanto que cito outros exemplos:
A Palavra Pastoral é relativa a pastor, ou seja: "Aquele que cuida e(ou) conduz seu rebanho". Em italiano a palavra "Pastorale" é usada em ambos os sentidos. Se formos para o espanhol, chegaremos à mesma conclusão. No romeno, o "cioban" cuida de suas ovelhas, assim como o "cioban" prega no metrô de Bucareste, tentando conduzir as "ovelhas" menos obedientes. O exemplo da sinfonia "Pastoral" foi mais absurdo ainda, pois o título de pastoral nem foi dado por Beethoven. Assim como outras grandes obras musicais, os títulos eram dados às vezês depois da morte de seus respectivos compositores. Vocês não presisam sem imortais para imaginar o porquê do título "Sinfonia Inacabada" de Schubert, não é mesmo?
Como escreveria Machado de Assis:
Caro leitor, vc deve mesmo estar achando que este irmão saiu em defesa do outro, não? Pode ser!!!
Mas cheguei às consideraçoes finais.
No português , afortunadamente, temos a distinção entre "Pastoral e Pastoril", mas por bom senso, aceitamos as duas formas, inclusive nos dicionários.
Acredito que o Prof. Coreio, ao contrário do Sr. Cony, se deu o direito de diferenciar Homens de Ovelhas.

19 fevereiro, 2006  
Blogger Marco Aurélio said...

Eu sei que não foi defesa. Mesmo assim, obrigado. Seu texto deixou ainda mais claro que o Cony deslizou.

Um Abraço

Coréio

20 fevereiro, 2006  
Anonymous Anônimo said...

Sempre a velha desculpa pra s safar boa essa,mais ele tem de admitir que errou.
Loredana

23 fevereiro, 2006  

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