domingo, abril 02, 2006

Tennessee Williams

Quando Tennessee Williams escreveu seus primeiros textos conhecidos, tinha menos de dezoito anos apesar de desde os catorze, segundo o mesmo, já ser um “escritor inveterado”. Suas obras mais conhecidas são:

“Gata em teto de zinco quente” imortalizada num filme de 1958 com Elizabeth Taylor e Paul Newman onde um rico latifundiário ignorando ter um câncer inoperável, enganado por seu médico, comemora o seu aniversário e é visitado pelos dois filhos. Newman, seu filho predileto, é um alcoólatra, ex-craque de futebol americano. A censura da época não permitiu as alusões á homossexualidade, do filho do fazendeiro da versão original da peça.

“Um bonde chamado desejo” - A trama se passa num minúsculo apartamento onde a falta de espaço acirra os confrontos entre um casal e a irmã de um deles. O filme apesar de ser de 1947, é bem “barra pesada”. Aborda a violência, a prostituição o e homossexualismo. Tem a participação de Marlon Brando e Jéssica Tandy.

A companhia das letras lançou uma coletânea de 49 histórias que gravitam entre o poético e o trágico mostrando a obsessão do dramaturgo americano por ambientes sombrios, pelo submundo, por pessoas desajustadas, perdidas e insensatas. Sua personalidade, pelo pouco que li e vi dos filmes inspirados em suas obras, parece bastante angustiada e pessimista sempre tentando penetrar na escuridão das almas alheias. O livro se não me engano custa um pouco menos que 50 reais. Se alguém quiser me emprestar depois que ler, fique à vontade.

8 Comments:

Blogger Paulinha / Zut said...

Oi!!

Gosto de livros assim... com estórias de verdade, diferente de vários que vemos com enredos sem muito conteúdo e finais desastrosos... ai... quem me dera se estivesse com tempo pra ler todos os livros que tanto tenho vontade. Mas... se vc quiser me emprestar algum que ache realmente bom, não me importarei! ^^

um grande beijo!
Ate mais

02 abril, 2006  
Blogger Carmen said...

Só não entendo porque deram para o filme do Elia Kazan o título Uma rua chamada pecado... ficou bem feio isso...

Se alguém souber, me explique.

Beijo.

02 abril, 2006  
Blogger Marco Aurélio said...

Paulinha

Te emprestar um livro é fácil. O vovô deixou apenas uns 50 mil volumes que adquiriu durante a vida. Não é força de expressão. CINQUENTA MIL aproximadamente!

Carmen

Ouvi dizer que fizeram essa tradução porca para despistar a censura da época, numa tentativa de suavizar o impacto do título,A STREETCAR NAMED DESIRE. Não adiantou muito. Quem viu o filme sabe que ele é muito denso, mesmo para os dias atuais. Imaginem em 47!

Bjs

02 abril, 2006  
Blogger Alex Manzi said...

Coréio,

Quero livro emprestado também! Eu quero! Tem de tudo por lá?

Abraçocas.

02 abril, 2006  
Blogger Fátima said...

Oi, Marco Aurélio:
Eu já li alguma coisa do seu pai, acho que foi num congresso.
Fui olhar seu perfil, prá ver se você fazia linguística, por causa das influências paternas.Mas, como é que pode?Àrea de exatas?
Tá igual meu filho, que faz Ciência da Computação.Deve ser sina de linguista.
Parabéns pelo pai gênio.

Bom, quanto ao livro assim que comprar te empresto,mas tem que devolver, viu? Se não a minha biblioteca não vai chegar aos 50 mil do seu avô. Ela só tem uns 4 mil e um monte perdidos, por aí.
Abraços e boa segunda prá você.

02 abril, 2006  
Blogger Erlon said...

Sobre "Um bonde...", existe um remake da década de 90, até bem bonzinho, com a Jessica Lange, sempre ótima, no papel de Blanche e Alec Baldwin (so=so), como o cunhado "Kowalski" (ou qq outro nome eslavo parecido). Esse veio com o nome correto, e tem mais cara de teatro. Claro que prefiro a versão do Kazaan, com o Marlon Brandon estreando com os dois pés direitos no cinema. Interessante notar que nas peças do Tenesse os papéis principais são femininos, assim como a Holly Golylight do Capote. Escritores gays parecem ter preferências por "heroínas". Só não entendi o seu comentário sobre homossexualismo na peça "Um bonde...", coisa que me passou despercebida em ambas as versões do cinema.

05 abril, 2006  
Blogger Erlon said...

Correções: foi ver no imdb, e a versão do Kazan, é de '51. E acertei o sobrenome: é Kowalski mesmo! Mas não foi a estréia do Marlon; Há um filme anterior de 50, chamado "Os homens", que eu ignorava completamente.

05 abril, 2006  
Blogger Marco Aurélio said...

Erlon

Obrigado pelos comentários e pelas correções no post sobre o Tennessee Williams. Blanche Dubois pegou o marido em flagra numa relação homossexual e o ele, envergonhado, suicidou-se, Daí o comentário sobre homossexualidade no "bonde". Volte sempre. Seus comentários são de altissimo nível.Já os acompanho a mais tempo no resquícios.

Um abraço

Marco Aurélio

05 abril, 2006  

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