segunda-feira, novembro 30, 2009

Um ano sem PAPAI!

Hoje está fazendo um ano que perdi uma das pessoas mais importantes de minha vida. Meu Pai! Admiro muito a serenidade e a dignidade com que ele enfrentou esta guerra. Só provou mais uma vez que era um grande homem e me deu ainda mais orgulho de ser o seu filho mais velho! Nestes últimos 12 meses chorei de saudade e revolta praticamente TODOS os dias! Espero que daqui pra frente a cicatriz comece a se fechar. Não aguento mais a falta dele! Não tenho muito mais a falar e deixo aqui umas coisas que ele escreveu quando soube que estava com câncer no esôfago.


TEXTO ESCRITO POR LINCOLN ALMIR AMARANTE RIBEIRO NO DIA QUE RECEBEU O DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE ESÔFAGO



Hoje eu soube que estava acometido da doença que tanto temi durante toda a minha vida. Incertezas que sempre me levaram a sofrer muito por antecipação. Eu sempre soube que um dia teria que lutar de verdade contra um câncer. Só não sabia onde ele apareceria. Agora que sei de quase tudo eu estou mais tranqüilo. (Que pena que o trema vai sair e nem sei se estarei aqui para protestar). Penso assim, quando nasci, o Criador sabia o que ia me acontecer. Submeto-me serenamente à vontade Dele e peço a Ele que me encaminhe para onde Ele traçou meu destino. Aguardo com serenidade a cura ou a morte. Entrego minha vida a Ele e aos médicos que afinal de contas também serão guiados por Ele.Bar do Virgílio, Aparecida de Goiânia-GO, 07 de Outubro de 2008, 16h34min.

10 Comments:

Anonymous Alexis said...

tava no rui quando aconteceu essa tragédia mais pode ter certeza q aluno do corei uma vez sempre aluno do corei aonde quer q esteja,e o mesmo com seu pai!!!! abrass ai!

01 dezembro, 2009  
Blogger Arthur Ribeiro said...

Estou sem saber o que dizer. Claro que como filho,você sente mais falta, mas eu também sinto saudades demais do meu tio. E como... Um ano já e a dor não se cura. O que eu agradeço é de ter tido a oportunidade de tê-lo conhecido, mas sempre questiono se essa era mesmo a hora. Que Deus, ou seja lá quem que roge pelo nosso bem, nos ilumine e nos faça continuar mesmo nas horas que não aparentamos ter tanta força assim.
Um abraço apertado, Arthur.

01 dezembro, 2009  
Blogger Italaziinha said...

Indescritível o que ele representa pra cada um de nós, só quem teve a oportunidade de conhece-lo sabe do que eu estou falando. Não porque é meu pai, mas concerteza posso afirmar que é a melhor pessoa do mundo. Admiração é pouco, ele é pra sempre o meu Ídolo, um exemplo de pessoa, um amor =).
Beeijos Ítala

01 dezembro, 2009  
Anonymous Jane said...

" O nunca mais" é o que mais nos faz sofrer com a perda das pessoas a quem queremos bem. Aprendi muitas coisas com seu pai ao longo da vida. Até como ele enfrentou a morte foi uma lição para mim.Quando tenho alguma dúvida sobre qualquer coisa, ainda me passa o pensamento de pedir a ele uma explicação.Não foi a toa que o chamavam de "professor". Hoje vi na televisão que VÔNGOLE é um fruto do mar. Quando ele apertava uma criança brincando dizia essa palavra, vc se lembra? Quero lembrar somente as coisas boas que aconteceram e assim ele nunca será esquecido, permanecendo vivo em nossos corações.Temos que agradecer a Deus termos convivido com alguém que sabia tanto e nos amava. É isso, Lelo, meu filho mais velho.

01 dezembro, 2009  
Blogger Natalia Marçal said...

Viver

Viva a angustia,
Porque nela está a espera.
Viva o momento,
porque nele está o presente.
Viva o protesto,
porque nele está a ideologia.
Viva o intento,
porque nele está a perseverança.
E se lhe pedirem o contrário,
não se deixe vencer,
ser levado pela influência.
Acompanhe a intuição,
apenas viva.
Viva o problema,
porque nele está a solução.
Viva o dilema,
porque nele está o sofrimento.
Viva o sistema,
porque nele está a situação.
Se alguém em lamento,
protestar,
não se deixe levar.
Apenas viva,
enquanto pode.

Carlos Eduardo Amarante Ribeiro

Esse poema acima foi escrito pelo meu pai pouco tempo antes de morrer.Sabe o que acho interessante é o modo pelo qual ele demonstrava o amor pela vida, não importava as situações que fosse passar,mas acima de tudo viver enquanto podia.São situações que a vida nos impõe para nos tornarmos mais fortes.Apesar de nós nunca acharmos que é a solução correta,Deus fez o melhor para ele.
Ele vai continuar em nossas vidas para sempre.
Um grande abraço

01 dezembro, 2009  
Anonymous Jane said...

Natália, eu não conhecia este poema de seu pai, mas tenho outros que quero lhe mostrar. Alguns falam do grande amor que sentia por sua mãe.Vc conviveu muito pouco com ele, apenas quatro anos.Marco Aurélio conviveu com o Lincoln quarenta. Eu disse isso a ele quando estava inconsolável. Ainda bem que as crianças são mais fortes para esse tipo de coisa.Sabe, Natália,vc criança era a versão feminina de seu pai.Eu o conheci quando ele tinha sete anos.Eu o via em sua pessoa.Tenho recordações muito boas dele.Um abraço para vc,minha linda, Tia Jane

03 dezembro, 2009  
Blogger Giselle said...

Infelizmente não podemos escolher o dia para as pessoas morrerem, ele morreu muito novo , sei oq é ter uma perda , mas de um pai deve ser a maior das dores , Sinto muito por isso .

03 dezembro, 2009  
Blogger lucas3m said...

O melhor homem que conheci.
Que saudade, putaqueopariu!

04 dezembro, 2009  
Anonymous Guilherme Rodrigues. said...

Me lembro como se fosse ontem irmão, só te digo o que você já sabe , vou estar sempre aqui contigo quando precisar. Um abraço

05 dezembro, 2009  
Blogger Marina Costa said...

Já havia dito que não responderia este post porque não tive a oportunidade de conhecer o Lincoln, nem como professor, nem como pai, nem como amigo ou outra "profissão" que tinha. Uma pena. Porém vi uma passagem de uma obra de Rubem Alves chamada O Pai que penso se indentificar um pouco com este momento: "Mas há um pai que é um ser da eternidade: aquele cujo coração caminha por caminhos fora do seu corpo. Pulsa, secretamente, no corpo do seu filho (muito embora o filho não saiba disto)." Depois, se quiser, leia completo.. é muito bonito. Espero que o consolo esteja na lembranças dos momentos vividos ao lado dele.

Beeeijos, Nina .

07 dezembro, 2009  

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