domingo, junho 11, 2006

Quase soneto

Sinto saudades de um tempo que não vivi
Da aurora da vida dos outros
De poetas que não conheci

Minto maldades ao vento que não senti
Só para machucar aos poucos
minha amada Ceci

Falar é fácil, julgar mais ainda
quero voar, amar, ser amado
não julgar nem ser julgado
A vida é curta e certamente finda

Quero ler Jorge amado por Zélia Gatai
E mais uma vez a vida é curta e se vai
Vamos beber água, sentir o sol
Respirar e lembrar. Talvez esquecer.

12 Comments:

Blogger Marco Aurélio said...

Este quase soneto é em homenagem A Salomão Borges, pai do Lô. A penultima vez que nos vimos me mostrou uns sonetos lindos que estava passando para o computador. Espero um dia publica-los aqui neste espaço.

11 junho, 2006  
Anonymous Rayanne "Rui Barbosa 8A said...

Muito Interessante
Difícil relatar coisas boas da vida em poucas palavras.
Nos dias atuais a maldade já tomou conta de quase todos nossos pensamentos.
Coisas simples, lindas e raras.

11 junho, 2006  
Blogger Alex Manzi said...

O quase soneto é seu, nobilíssimo companheiro?

Se sim, arvore-se mais a colocar no seu buteco versos próprios. Gostei da forma e do conteúdo. Poesia sempre faz esquecer e lembrar.

Ósculos poéticos...

11 junho, 2006  
Blogger ariadne said...

Oi Marco, gostei muito do seu quase soneto :-D.

abração

11 junho, 2006  
Anonymous marie said...

A poesia enche a alma!... Gostei muito, tanto que roubei! Espero que estejas muito bem, Marco Aurélio! Um abraço de Portugal

11 junho, 2006  
Blogger Vander said...

Muito bonito mesmo! Retribuo com um poema de minha autoria:

QUASE UM POEMA - SONHOESPELHAMOS

Ah, novamente tu... Novamente sentes em mim a projeção pessoal do meu eu temporal... Onde aprendeste a se disfarçar assim? És sutilmente suave seu fluir agora... Aliás, sempre o foste... Kawabata, meu caro... Tomo de ti teus espelhos agora.... novamente.... Chama que é posto que é chama tua luz para junto de ti, ó chuva do crepúsculo... Quem esqueçerá jamais o brilho cativante do trigo? O vento pára a chuva que para o vento é nada como aquele. Mas se ambos param, o que resta entre eles? Tive um sonho... Neste sonho, eu flutuava no sonho de alguém... Mas no sonho eu sonhava que estava sonhando o sonho que alguém sonhava deveras... Então quis audaciosamente descobrir todo esse mistério: No sonho, decidi abrir os olhos e sonhar... E sonhando, começo a sonhovoar... Até que alcanço a velocidade limite do universo, a velocidade da luz... E assim eu voava, já não sabendo em que sonho eu estava, se no meu ou se no de alguém.... As estrelas passavam ao meu lado, e eu tocava-lhes o olhar... mas seguia em frente, já que luz e luz é luz também... O Universo se abria em dimensões infinitas... Raios reluziam do infinito para o infinito, em todas as direções e cores jamais imagináveis... Dentro de uma galáxia outra luz brilhosonhava... essa luz vinha de um espelho, percebi. Como o Hubble poderia estar aqui do outro lado do Universo? Sonho-olhei dentro dele, e vi que uma raposa me olhava.... Será ela que me sonhosonhava? Pensei. Mas a raposa me olhava sem me ver, pois tinha em sua posse o espelho da manhã de neve... Mas será que ela sabe que tenho o espelho do crepúsculo? Novamente em outro sonho entrei, quando então vejo que no sonho da raposa estou... Agora posso descobrir o que sonhas, pensei! Mas.... Mas não é possível! Como podes sonhar exatamente o que eu sonho, raposa? Me diga! Eu sonho o que eu sonho, me dizias... Se eu sonho o que tu sonhas, como sonharia você que dentro do meu sonho sonhavas, se dentro do teu sonho alguém sonhava o sonho que continuamente sonho? Revela-me o espelho da manhã de neve que tens raposa! E revelar-te-ei o espelho do crepúsculo... Então infinitas imagens se refletiam nos dois espelhos, a projeção de um projetava infinitas imagens de si no outro, e vice versa ao avesso do verso... A neve se coloriu com o brilho do crepúsculo, que por sua vez se alvejou com a pureza da neve...

11 junho, 2006  
Anonymous Anônimo said...

Lindo...
Lindo...
flw te +
arthur

12 junho, 2006  
Anonymous Douglas S.Amorim said...

Muito bom, a primeira estrofe me emociona muito, por que e a realidade.Muito obrigado pela primeira estrofe!

12 junho, 2006  
Blogger asn said...

Marco, é possível enviares-me a capa digitalizada da ed. de "Os Lusíadas" a que te referes na nota do meu blog?
Gostava de poder olhar para ela!

12 junho, 2006  
Blogger Emanuelle said...

Oi,
te vi lá no Kafé Roceiro e vim te convidar pra conhecer meu blog. Será um prazer ter uma pessoa tão inteligente por lá. Dê sua opinião sincera,tá?

12 junho, 2006  
Anonymous Ju said...

O "Belo e Sublime" de Kant durante muito tempo me pareceu algo improvável.
O ser essencialmente corrompido em sua natureza, de Santo Agostinho, reinava absoluto em minha antropologia filosófica.
Quando jovem, ainda um "diamante bruto", um nobre e gentilíssimo amigo me perguntou se "não seria o homem um amontoado de carbono, vagando em um mundo sem importância"... confesso, cheguei a pensar que fosse...
Não vejo mais assim... a poesia, o conhecimento e o amor à arte me salvaram. Hoje encontro o "Belo e Sublime"- ainda que as vezes em parcas porções - em quase tudo. O ser, continua fragmentado, mas não essencialmente mau.
O "diamante bruto" de outrora Nobre Amigo, foi aos poucos se dilapidando... o homem é também um amontoado de carbono, mas não apenas isso... e a vida é dotada de uma importância indescritível...
Seu poema está entre àquelas coisas "Belas e Sublimes" a que me referi anteriormente (em grande porção)... essencialmente parecido com você!
Um grande abraço meu Nobre Mentor que, mesmo sem saber, abriu para mim a primeira porta em direção ao conhecimento; pegou um "diamante bruto" e mostrou a ele que, caso quisesse, poderia sim, ser dilapidado!
Ju

20 junho, 2006  
Anonymous ju said...

Na verdade o diamente é lapidado...confesso que o dia que escrevi isto tinha passado o dia lendo um cara que se chama Kelsen e entrei no seu site apenas para ler e me distrair um pouco...acabei querendo escrever e de tanta falta de pretensão acabei escrevendo "bobagem" (ou melhor, errado)...rsrs
Espero merecer ser perdoada do equívoco, bem como peço que apague a mensagem de cima. Tenho alunos que podem me identificar e não seria nada bonito eles verem uma situação desta (risos)
Ju

27 junho, 2006  

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